Após a apresentação do pedido de conclusão do caso de Ronaldinho, feito pelo Ministério Público, o Juiz Gustavo Amarilla anunciou que a audiência para resolver o processo será realizada no dia 24.
Os promotores Marcelo Pecci, Alicia Sapriza, Federico Delfino e Osmar Legal apresentaram o pedido solicitando a suspensão do julgamento do ex-jogador de futebol Ronaldo de Assis Moreira, conhecido como Ronaldinho.
Para tanto, foi solicitado que ele pague US$ 90.000, estabeleça um endereço no Brasil e compareça a cada três meses em juízo.
O desembargador Gustavo Amarilla, responsável pela ação, deve estudar o pedido de redução do prazo de investigação. Inicialmente, o magistrado anunciou ao Ultima Hora, que a data da audiência ainda não tinha sido marcada e seria decidida entre esta segunda-feira (10) ou terça-feira (11).
24 de agosto – No entanto, minutos após a entrevista, o magistrado determinou que a audiência fosse realizada no dia 24 de agosto às 14 horas, informou o jornalista Raúl Ramírez do Ultima Hora.
Questionado sobre a possibilidade de encerrar o processo contra o ex-jogador brasileiro, o juiz indicou que na audiência terá que ouvir novamente o Ministério Público e a defesa do acusado, a fim de emitir uma resolução.
Por outro lado, no caso de Roberto Assis, irmão do craque, pede-se que ele seja condenado e em seguida, que a execução seja suspensa. Se o pedido for aceito, os dois brasileiros podem ser liberados e retornar para o Brasil.
O Ministério Público sustentou que não foi detectado nenhum elemento que comprove que Ronaldinho tenha uma participação direta na questão dos documentos irregulares, o que de alguma forma o exime da responsabilidade de ter controle e decisão sobre o uso dos documentos.
A prisão – Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto cumpriram parte da prisão preventiva no Grupamento Especializado da Polícia Nacional, mas desde 7 de abril estão em prisão domiciliar em um hotel em Assunção. Eles pagaram fiança de US $ 1,6 milhão.
Ambos chegaram ao país no dia 4 de março, com documentos brasileiros, mas no aeroporto de Assunção exibiram “passaportes paraguaios autênticos, mas com conteúdo falso”.
Fonte: https://crisloosecompartilha.com / Foto: Ministério Público do Paraguai - Arquivo